Brotam nas madrugadas

A realidade da exploração dura, de gosto amargo e poucas cores convoca o despertar da indignação. Indignação de tantas fábricas sem dignidade humana, de tantas terras nas mãos de poucos, de tanto extermínio da juventude, de tantas mortes estampadas nos moralismos religiosos, tantas bocas famintas com sede de vida. Despertar da indignação para que ela se torne passos de uma rebeldia. Para que a rebeldia se organize e crie coletivos. Para que os coletivos criem vozes. Na disposição da luta incessante e criativa, as bandeiras empunham a esperança que, com teimosia, quer criar o amanhecer que vosso povo aguarda desde a noite de Zumbi, Olga, Antônio Conselheiro. Aos irmãos e às irmãs que se re-conhecem nas mãos carregadas de esperança, uma história de possibilidades e madrugadas que brotam cantos de liberdade.
Pâmela Grassi,
fevereiro de 2011
Pâmela,
ResponderExcluirque o grito de liberdade não seja sufocado pelo pesar da luta.
Essa é aquela bandeira da qual você me falou uma vez não é? Linda! *-*
Que belo.
ResponderExcluirMeu beijo.
Bravo, Pãmela!
ResponderExcluirBravo!
Lindo demais o teu escrito!
Demais...
Não há palavras que exprimam minha emoção...
Abraço saudoso, querida!
Quem dera, Pâmela que nossos sonhos se realizem e que essa bandeira se desfralde o + alto possível.
ResponderExcluirMas por aqui, as coisas estão mesmo muito mal.A festa que o Chico Buarque cantou, sobre o 25 de Abril de 1974, já era...os governos corruptos da "democracia" empurraram-nos para as mãos da Angela Merkel e do Sarkozy... Precisamos de uma outra revolução dos cravos
beijo
Que toda bandeira fosse liberdade e que toda ela fosse coletiva e o amor fosse público!
ResponderExcluirbjs
sou muito a favor dos coletivos pelos direitos de classe, tamo junto!
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