La indignidad


A instituição, nas suas demarcações de tempo e espaço e nos seus procedimentos cinzas, fazem de nós textos vazios e utilitaristas. Se corpos são possibilidades de palavras, a instituição trata de depositar frases repetitivas, sem gostos, sem cheiro, que louvam os documentos oficiais, as formalidades, a racionalidade onipresente e a obediência em massa.

O cotidiano, nos seus desdobramentos e (des)encontros, insistem na escrita poética, aquela que escreve os corpos de cores, de palavras mastigáveis, de gestos inesperados, de significâncias no simples e pequeno. Ah, às vezes gosta de traçar algumas vírgulas de subversão, pois não há poesia que não seja desgarrada.

Pâmela Grassi

Comentários

  1. Muito interessante o Blog,
    Gostei muito do que vi por aqui.
    E te convido para conhecer meu espaço, caso queira dar uma olhada, seguir..;

    http://www.bolgdoano.blogspot.com/

    Muito Obrigada, desde já.

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  2. “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.” (Chico Xavier)

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